Mercadante admite dificuldades para aprovar mínimo no Senado

O líder do governo no Senado, Aloizio Mercadante (SP), admitiu que o governo vai enfrentar dificuldades na votação do salário mínimo. "Estamos trabalhando para ter coesão da base do governo. A nossa maioria é precária, mas tem que ser mantida em todas as votações relevantes", afirmou. Ele está de volta ao Congresso depois de passar 15 dias em recuperação de uma cirurgia na vesícula.Mercadante defende o "pacote social" proposto pelo senador Cristovam Buarque (PT-DF) para garantir o aumento do poder de compra do salário mínimo. Na avaliação do líder, as medidas na área social são prioridade para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante todo o seu mandato ? e não estão vinculadas apenas à votação do mínimo. "A base no Senado está motivada para avançar em políticas sociais, mesmo com as dificuldades orçamentárias. Esta agenda social é agora, depois e sempre", afirmou.Hoje, ele participa da reunião com vários senadores da base aliada e o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Bernard Appy, para discutir a possibilidade de inclusão do "pacote social" na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2005. Vários senadores da base aliada, especialmente Cristovam Buarque (PT-DF) condicionam o voto favorável aos R$ 260 ao compromisso do governo de viabilizar, em curto prazo, as medidas previstas no pacote social ? que variam desde a recuperação do mínimo a ações na área de educação. As informações são da Agência Brasil.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.