Mercadante acusa PSDB de boicotar ações federais

O candidato do PT ao governo paulista, Aloizio Mercadante, recorreu mais uma vez, na noite de hoje (22), à popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e acusou o PSDB de ter feito "picuinha" em São Paulo em relação às realizações do governo federal. De acordo com o candidato, o PSDB boicotou iniciativas federais em São Paulo. "O governo Lula poderia ter feito muito mais por são Paulo se não fosse essa picuinha política do PSDB para fazer parcerias", acusou.

GUSTAVO URIBE, Agência Estado

22 de setembro de 2010 | 21h35

A propaganda de Mercadante exibida durante o horário eleitoral na TV destacou o crescimento do Brasil no período em que o PT ficou à frente do Palácio do Planalto. "O Brasil hoje vai tão bem que, se o governador não fizer nada, as pessoas vão achar que está bom", afirmou Mercadante. "O nosso Estado é forte e pode oferecer muito mais do que ofereceu até agora."

Na peça do PT, um ator disse ter a impressão de que já tinha visto os mesmos discursos e promessas de Alckmin. Em seguida, foram mostradas imagens da campanha de 2002 ao governo de São Paulo, na qual Alckmin era candidato à reeleição. "A mesma coisa. Ele fala sempre a mesma coisa. Se ele promete, é porque não cumpriu", criticou um locutor.

Já o tucano Geraldo Alckmin acusou o adversário petista de ser "especialista" em falar mal de São Paulo e questionou o seu conhecimento sobre o Estado. "Ou o candidato do PT não conhece São Paulo ou não conhece o governo", provocou. Um locutor do programa questionou a atuação parlamentar de Mercadante no Senado Federal, quando o petista teria faltado em sessão que aprovou empréstimo de US$ 1 bilhão para as Linhas 4 e 5 do metrô. O restante do tempo foi ocupado por cenas do debate da Record, no qual o tucano prometeu ampliar o número de creches, escalar mais 6 mil policiais para atuarem nas ruas e dobrar as bases policias comunitárias.

O debate da Record também foi explorado pelo candidato Paulo Skaf, do PSB. A inserção ressaltou que Skaf foi o único dos candidatos que participaram do evento a receber nota 9 dos eleitores, sem citar a origem da informação. A peça mostrou trechos nos quais o ex-presidente da Fiesp negou ser o "candidato dos ricos" e cobrou de Alckmin promessa que teria sido feita pelo tucano nas eleições de 2002.

Celso Russomanno, do PP, também focou em Alckmin, criticando realizações mostradas na peça do adversário. A inserção do PP combateu o discurso do tucano de que o governo paulista já entregou 310 mil casas populares. "E onde elas estão?", ironizou. "E onde há estão com a laje rachada."

O candidato do PV, Fabio Feldmann, mostrou uma ilustração na qual uma criança brincava com carrinhos de brinquedo, formando um pequeno congestionamento. "O trânsito se tornou uma prisão sobre rodas", metaforizou o candidato. "O governo é responsável por oferecer um transporte público bom e barato", pregou. O candidato Mancha, do PSTU, criticou as filas para exames e consultas nos hospitais públicos. Igor Grabois, do PCB, afirmou que os programas habitacionais do governo federal e estadual privilegiam as construtoras em detrimento da população. Anaí Caproni, do PCO, criticou a concessão de estradas e a qualidade do transporte público. E Paulo Bufalo, do PSOL, reclamou da quantidade de praças de pedágio em São Paulo.

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