Mentor nega existência de banco de dados sobre empresários

O relator da CPI do Banestado, deputado federal José Mentor (PT-SP), rebateu hoje as acusações feitas pelo senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), que ontem apontou o ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, como o articulador de um banco de dados ilegal sobre empresários. Em entrevista concedida ao portal do PT na internet, Mentor negou a existência de um dossiê com movimentações financeiras e disse que os únicos vazamentos de informações da CPI mista foram obtidos para prejudicar o governo Luiz Inácio Lula da Silva. "Não existe nenhum banco de dados. O que existe é uma investigação séria, consistente e que está demonstrando resultados, que coopera com a força-tarefa da Polícia Federal, com o Ministério Público", afirmou o relator, que ainda apontou como resultados da CPI as operações de busca e apreensão e as prisões de pessoas que cometeram ilícitos no mercado financeiro. O deputado comentou ainda que não há quebra de sigilo que não tenha fundamento e que não tenha ligação estreita com a estratégia de investigação da CPI. O senador tucano vem acirrando ao ataques ao PT e seus dirigentes nos últimos dias. Na sexta-feira, o Diretório Nacional do partido protocolou no Supremo Tribunal Federal (STF) uma interpelação judicial contra Jereissati, em decorrência de declarações atribuídas a ele e veiculadas pela imprensa sobre o secretário nacional de Finanças do PT, Delúbio Soares, de que poderia haver uma suposta "roubalheira", caso o projeto das Parcerias Público-Privadas (PPPs) fosse aprovado no Senado sem modificações. Quanto aos sigilos quebrados de pessoas ligadas ao mercado financeiro, Mentor observou que tudo foi feito dentro da legalidade e que os únicos vazamentos que aconteceram tiveram como objetivo atingir o governo, citando os presidentes do Banco Central, Henrique Meirelles, e do Banco do Brasil, Cássio Casseb, além do ex-diretor de Política Monetária do BC, Luiz Augusto de Oliveira Candiota. "É evidente que o objetivo é perturbar o governo Lula, que está indo muito bem na área econômica. O segundo motivo é o crescimento do PT e seus aliados no Brasil inteiro. E, por último, os vazamentos interessam àqueles que não querem que a CPI fosse prorrogada e que agora estão achando um motivo para antecipar seu fim", concluiu José Mentor.

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