Mensalão vai para o centro do debate em Salvador

Se no primeiro turno o mensalão foi um tema marginal no debate eleitoral em Salvador, ele começa a ganhar força na reta final da disputa pela prefeitura, que envolve Nelson Pelegrino (PT) e ACM Neto (DEM).

TIAGO DÉCIMO, Agência Estado

17 de outubro de 2012 | 17h13

Em uma espécie de "treino" para os quatro debates televisionados previstos até o dia 28 - o primeiro na quinta-feira (18), promovido pela Band Bahia -, os candidatos debateram, na tarde desta quarta, em um encontro marcado pelo jornal Tribuna da Bahia, na sede da Associação Comercial da Bahia. E o mensalão foi o centro da discussão mais acalorada do evento.

Vencedor no primeiro turno por pequena margem - pouco mais de 5 mil votos -, ACM Neto levantou o tema, comentando o bom relacionamento das lideranças petistas no Estado com os políticos condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

O democrata lembrou que o ex-presidente da Câmara João Paulo Cunha viajou a Salvador para prestigiar a posse de Pelegrino como secretário de Justiça da Bahia. Depois, ressaltou a festa que o PT local faz toda vez que o ex-ministro José Dirceu visita o Estado.

Pelegrino rebateu, citando os escândalos envolvendo políticos do DEM, como o ex-governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, envolvido em um suposto esquema que ficou conhecido como "mensalão do DEM", e o ex-senador Demóstenes Torres. "Aí está a diferença: o DEM expulsou Arruda e Demóstenes, enquanto o PT até hoje celebra os mensaleiros condenados pelo Supremo", respondeu Neto.

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