Mensalão mineiro pode atrapalhar CPMF, diz ministro

Paulo Bernardo acha que será possível convencer deputados e senadores da necessidade do tributo

Lu Aiko Otta

25 de setembro de 2007 | 17h41

O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, admitiu nesta terça-feira, 25, que a crise que envolve o ministro das Relações Institucionais, Walfrido dos Mares Guia, acusado pelo Ministério Público em Minas Gerais de integrar o esquema do mensalão mineiro, pode prejudicar a votação da proposta de emenda constitucional que prorroga a cobrança da Contribuição Provisória sobre a Movimentação Financeira (CPMF).  "Qualquer tipo de turbulência política e crise, atrapalha", comentou. "Acho que temos de abstrair essas coisas e fazer um diálogo sobre a importância ou não de se prorrogar a CPMF."  Ele se disse confiante em que será possível convencer deputados e senadores da necessidade de se manter o tributo. Questionado sobre o clima de insatisfação na base aliada, que se julga prejudicada no preenchimento de cargos no governo, o ministro desconversou.  "Não estou sabendo de nada disso, pensei que fosse fofoca das colunas políticas." Bernardo atacou a oposição, que acusa o governo de promover uma farra de liberação de verbas para emendas de parlamentares, com o objetivo de ganhar votos para a prorrogação da CPMF. "A oposição olha para o processo, saudosa de quando era governo e certamente devia fazer essas coisas", ironizou. "Acho que essa coisa de ficar gritando que estão liberando emendas é muito uma lembrança do passado, quando as pessoas faziam essas coisas e acham que todo mundo faz assim." A possibilidade de reduzir a alíquota da CPMF, atualmente em 0,38%, foi admitida pelo ministro. "Mas tem de ser gradativa", observou.

Mais conteúdo sobre:
Mensalão MineiroCPMF

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.