Mensalão mineiro não acirra disputa com oposição, diz Chinaglia

Presidente da Câmara não acredita que o esquema 'embrião do mensalão' crie mais obstáculos para votações

Eduardo Kattah, do Estadão

24 Setembro 2007 | 19h04

O presidente da Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia (PT-SP), disse nesta segunda-feira, 24, que não acredita que a denúncia do procurador-geral da República, Antônio Fernando de Souza, contra envolvidos do chamado "mensalão mineiro", ou mensalinho, irá acirrar a disputa entre oposição e governistas e criar mais obstáculos para a tramitação de matérias na Casa.  "Com referência à denúncia que por ventura venha a ser apresentada pelo procurador, é o início de um processo e caberá direito de defesa àqueles que forem denunciados, seja do PSDB ou de qualquer partido", disse Chinaglia. O desdobramento do inquérito da Policia Federal - que investigou o suposto esquema de caixa 2 durante a campanha à reeleição do então governador de Minas, Eduardo Azeredo (PSDB), em 1998 - preocupa tanto os tucanos quanto o governo. O vice de Azeredo na época e atual ministro das Relações Institucionais, Walfrido dos Mares Guia, poderá ser denunciado, embora negue a participação na coordenação da campanha. Azeredo também nega envolvimento com a parte financeira da campanha e conhecimento da arrecadação paralela. Conforme relatório da PF, o esquema - com participação de Marcos Valério Fernandes de Souza - se valeu de recursos públicos para financiar campanhas do então governador tucano e aliados.  "Não podemos condicionar o trabalho na Câmara, seu ritmo e particularmente as prioridades a qualquer outra questão por mais importante que alguém julgue. Isso não vai alterar absolutamente nada no nosso ritmo de trabalho", observou Chinaglia.

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