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Mensagens entre Carla Zambelli e Moro colocam 'ponto final' em interferência na PF, diz Bolsonaro

Presidente mostrou conversa em que ex-ministro dá a entender que permaneceria no governo se decreto de exoneração fosse anulado

Bianca Gomes, O Estado de S.Paulo

14 de maio de 2020 | 20h11

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira, 14, que o fato de o ex-ministro Sérgio Moro dar a entender que não pediria demissão se o decreto de exoneração de Maurício Valeixo fosse anulado coloca um ponto final na questão da interferência na Polícia Federal.

Em live semanal no Facebook, o presidente mostrou um print da conversa de WhatsApp em que a deputada Carla Zambelli (PSL) tenta convencer o ex-ministro de não deixar o governo. "O Valeixo pediu para sair, não tem porque você sair, ministro", escreveu Carla, pedindo posteriormente para que Moro não deixe o governo. O ex-juiz responde: "Se o PR (presidente) anular o decreto de exoneração, ok". Segundo o presidente, a conversa teria ocorrido minutos antes de Moro anunciar sua demissão em coletiva de imprensa.

Para Bolsonaro, a resposta de Moro "mata" de vez a história de interferir na PF. "Vamos supor que eu tivesse anulado o decreto de exoneração. Moro dá a entender que cancelaria a coletiva dele, voltaria a seu trabalho e não se falaria mais na interferência. Acabou interferência", afirmou o presidente.

Sobre a parte da conversa em que a deputada afirma que "o Planalto pediu", o presidente disse não ter sido um pedido seu. "Eu não pedi nada, ela falou Planalto, talvez algum ministro tenha conversado com ela e pedido que entrasse em contato com o Sérgio Moro."

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