Mensagem de texto é a nova estratégia de comunicação do PCC

Os integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) estão usando mensagens de texto por meio do telefone celular para escapar da vigilância da polícia. Na semana passada, a cúpula da facção foi surpreendida por umamegablitz nos presídios feita com base em informações obtidaspor meio de escuta telefônica. Ao todo, 24 líderes da organização foram isolados no centro de Readaptação Penitenciária (CRP) de Presidente Bernardes. A única exceção foi Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, apontado como principal líder do partido, enviado à Penitenciária deAraraquara.A estratégia de comunicação do PCC começou no fim de semana,pouco depois de a facção sofrer seu mais duro golpe. Presosligados ao partido, já com novos celulares, voltaram a secomunicar entre as penitenciárias de São Paulo. Embora asmensagens de texto também possam ser consultadas pela polícia,mediante ordem judicial, os presos acreditam que escapam, aomenos, da escuta.Foi grampeando os telefones dos líderes do PCC durante quatromeses que a polícia descobriu indícios e provas que ligavam acúpula da facção com assassinatos dentro e fora da cadeia,seqüestros e atentados a bomba. Na blitz realizada pela PM foramapreendidos mais de cem telefones celulares.Os policiais descobriram ainda que Cesar Augusto Roris, oCesinha, era o principal mandante da onda de atentados contrafóruns em São Paulo. Também obtiveram indícios e provas sobre opapel desempenhado pelos advogados do grupo na organização -dois deles continuam presos sob as acusações de formação dequadrilha e de participação em um assassinato e em umseqüestro.Após terem sido interrogados no Departamento de Investigaçõessobre o Crime Organizado (Deic), os líderes do PCC foram para oCRP, única prisão com bloqueador de sinal de celular. Marcolafoi o único a não ser enviado para lá porque já havia ficado umano e meio isolado e não foram achadas provas contra ele nasescutas telefônicas.

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