Menor acompanhado de pais poderá ver filme "impróprio"

Os pais poderão decidir quais os filmes que os filhos assistirão nas salas de cinemas. No texto colocado à disposição para consulta popular, o Ministério da Justiça elenca este item como uma das principais inovações na classificação sobre programação. Independente do filme, a criança não será barrada no cinema se estiver acompanhada dos pais. Até o dia 16, o ministério receberá sugestões de modificações.O governo não pretende alterar, no entanto, as normas sobre programas jornalísticos, que chegaram a causar, na quinta-feira, a demissão do diretor do Departamento de Classificação Indicativa, Mozart Rodrigues da Silva. O ex-diretor classificou como impróprios para serem exibidos no horário vespertino os programas Brasil Urgente, da Bandeirantes, e Cidade Alerta, da Record. Na portaria, o ex-diretor determina que os programas sejam mostrados à noite por causa da exibição de cenas de violência e tensão. "Mesmo com este argumento, ele não poderia fazer isso pelo fato de que são considerados programas jornalísticos, que não podem sofrer classificação", afirma um assessor do Ministério da Justiça.Classificação - Para dar mais liberdade de decisão a pais e responsáveis, o Ministério da Justiça vai remodelar a portaria que define as classificações de programas. Com isso, apenas as emissoras, que são concessões públicas, devem obedecer as faixas etárias de 8, 10, 12, 14, 16 e 18 anos, estabelecidas hoje pela lei. A mesma liberdade terão as vídeos locadoras, que podem alugar filmes de qualquer classificação, desde que haja consentimento dos pais ou responsáveis. Hoje, o Departamento de Classificação Indicativa é quem determina aos cinemas as idades permitidas para os filmes.

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