Menino com câncer raro é tratado por vídeoconferência

João (nome fictício), de nove anos, nasceu com um tipo raríssimo de tumor nas costas. Apesar de ser pobre, filho de pescadores, ele tem a chance de ser tratado por duas equipes médicas, uma brasileira e outra norte-americana, graças a uma máquina de videoconferência, que permite que profissionais daqui se comuniquem com especialistas dos EUA. Os médicos brasileiros que cuidam do menino são do Hospital Pedro Ernesto, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro entram em contato com os colegas do Hospital Johns Hopkins, em Baltimore, por meio de um aparelho emprestado pela empresa Telmart. A partir do mês que vem, o grupo vai poder utilizar equipamento próprio, que foi doado pela Organização Não-Governamental dos EUA Medical Missions for Children. Será o primeiro do gênero no País. Só existem 16 dele no mundo.O tumor do garoto João só foi encontrado em 30 pessoas no mundo. A troca de informações com os médicos de Baltimore ajudou os brasileiros a decidir qual seria a melhor forma de extrair o tumor, que volta a crescer depois de retirado. As duas equipes concluíram que a extração deveria ser feita por partes, e no Brasil. João já foi operado cinco vezes e vai voltar à mesa de cirurgia na próxima terça-feira. O nome verdadeiro do paciente é mantido em sigilo.

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