Mendes será ouvido no inquérito para apurar grampo no STF

Além do depoimento, PF deve fazer varreduras para identificar grampos; será precisa autorização de Mendes

Felipe Recondo, de O Estado de S.Paulo

02 de setembro de 2008 | 17h54

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, será ouvido no inquérito aberto nesta terça-feira, 2, pela Polícia Federal para investigar grampos ilegais contra autoridades.Como presidente do STF, Mendes poderá escolher local, data e hora para falar aos dois delegados designados para comandar as investigações: William Morad e Rômulo Berredo.   Veja Também: Entenda as acusações de envolvimento da Abin com grampos  Garibaldi manda apurar se grampos partiram do Senado Grampo telefônico é inaceitável, diz assessor da Presidência Governo nomeia substituto de Paulo Lacerda na direção da Abin Secretário é o novo responsável temporário pela Abin Supremo quer que Lula esclareça grampos da Abin, diz Mendes   O diretor-geral da PF, Luiz Fernando Correa, foi à tarde ao gabinete de Mendes para apresentar os delegados e dizer que o presidente do STF pode designar algum funcionário para acompanhar as investigações.   "Vim colocar à disposição a polícia e demonstrar que a PF está pronta e preparada para fazer uma investigação na medida do que a sociedade espera", afirmou Correa ao final da reunião.   Além do depoimento, a PF deve fazer varreduras para identificar os supostos grampos. Para fazer isso no Supremo, precisará da autorização formal de Gilmar Mendes.   Por lei, o inquérito tem prazo de 30 dias prorrogáveis por mais 30, mas a investigação pode continuar depois desse período a depender do andamento do caso.

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