Mendes Ribeiro diz que MP 571 ajuda pequeno produtor

O ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho, foi o primeiro a se pronunciar na audiência pública realizada na manhã desta terça-feira pela comissão mista que analisa a Medida Provisória 571, que altera o novo Código Florestal. Mendes Ribeiro afirmou que "com muita honra, é um dos signatários da MP", e argumentou que o texto do governo avançou principalmente na questão da preservação das margens de rios, "beneficiando o pequeno produtor".

VENILSON FERREIRA, Agência Estado

26 de junho de 2012 | 09h36

O ministro disse que as discussões sobre as mudanças no Código Florestal foram técnicas, "acompanhando o desenrolar político do processo". Na opinião do ministro, o debate foi um dos mais ricos já promovidos pelo Congresso Nacional. "Houve problemas na tramitação da Câmara dos Deputados, mas conseguimos vencer, um ou outro (lado), o momento difícil".

Ele destacou que a preocupação foi assegurar o bom senso e o equilíbrio que a sociedade esperava. "Muitos produtores rurais estavam inseguros, acuados, o que causava reflexos na produção de alimentos e no meio ambiente".

O ministro da Agricultura comentou que o governo agiu como deveria na elaboração da MP. Ele argumentou que o governo tomou decisões que não poderiam ser tomadas pela Câmara Dos Deputados, por razões regimentais, como na questão das margens dos rios. "A questão foi devidamente encaminhada para os pequenos proprietários e avançamos também em relação aos médios".

Mendes Ribeiro disse ainda ter sido criticado ao defender o veto ao artigo 61 do Código Florestal, "mas que o veto era necessário porque não era bom para a agricultura". Com a MP, passou a ser melhor para o pequeno produtor. Mendes Ribeiro deve se reunir ainda nesta terça-feira com a presidente Dilma Rousseff, para discutir o Plano de Safra 2012/2013, previsto para ser anunciado na próxima quinta-feira.

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