Mendes nega interesse político ao pedir vista; sessão será retomada hoje

'Jamais me deixei pautar por interesses político-partidários', disse

Rosana de Cássia, da Agência Estado

30 de setembro de 2010 | 15h04

BRASÍLIA - O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes negou nesta quinta-feira, 30, em plenário, motivação política para o pedido de vista que fez na quarta-feira, no julgamento da ação direta de inconstitucionalidade (Adin) do PT contra a obrigatoriedade de apresentação de dois documentos na votação de domingo. "Jamais me deixei pautar por interesses político-partidários", disse Mendes, referindo-se à notícia de que teria pedido vista depois de ter recebido telefonema do candidato à Presidência da República José Serra (PSDB).

Reportagem do jornal Folha de S.Paulo afirma que flagrou Serra solicitando uma ligação para o ministro do STF horas antes de Mendes pedir vista no julgamento, que naquele momento já tinha sete votos a favor da ação petista. Depois de solicitar a um assessor para que entrasse em contato com o ministro do Supremo, Serra teria recebido um telefone que teria Mendes do outro lado da linha. De acordo com o jornal, o tucano teria até cumprimentado o interlocutor como "meu presidente".

Tanto Serra quanto Mendes negaram a existência da conversa. Por volta das 14h50, Mendes apresentava o seu voto sobre o pedido do PT.

 

Retomada da sessão

 

O STF vai dar continuidade, nesta tarde, ao julgamento que decidirá obrigatoriedade do 2º documento no dia da eleição, interrompido ontem à pedidos de Gilmar Mendes. O ministro solicitou vista na Ação Direta de Inconstitucionalidade  (ADI) apresentada pelo PT com o objetivo anular exigência.

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