Mendes faz paralelo com Bolívia e sugere acordo

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, defendeu ontem uma solução política para a crise do Senado e disse que a Casa se assemelha à Bolívia, onde "os presidentes não terminam o mandato". "O Senado não encontra meios e modos de um funcionamento regular. Praticamente, o Senado hoje está parecendo a Bolívia. Os presidentes não terminam o mandato, ou ficam ameaçados de perda do mandato", disse. A Bolívia, desde que foi criada, em 1825, é o país que mais presidentes trocou por causa do estágio avançado de instabilidade política local. Entre 1978 e 1982, nove pessoas assumiram a cadeira de presidente, das quais apenas duas foram eleitas constitucionalmente.O presidente do STF esteve em Belo Horizonte, onde participou de reunião conjunta do Colégio Nacional de Secretários de Segurança Pública (Consesp) e do Conselho Nacional de Secretários de Justiça (Consej). Apesar das críticas, ele não quis opinar quando indagado se a solução para a crise do Senado seria o afastamento de seu presidente, José Sarney (PMDB-AP).

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