Mendes descarta intenção política na censura ao Estadão

Jornal entrou com recurso no TJ-DF na última quarta-feira, mas o pedido ainda não foi avaliado

Equipe AE,

07 de agosto de 2009 | 14h02

O ministro Gilmar Mendes, presidente do Supremo Tribunal Federal, se pronunciou nesta sexta-feira, 7, sobre a decisão judicial do desembargador Dácio Vieira de proibir o jornal O Estado de S. Paulo de divulgar escutas telefônicas da família Sarney. Ele descarta intenções políticas na decisão.

 

"Na verdade, a decisão judicial que autoriza, proíbe, condena, é uma decisão judicial. É possível, eventualmente, fazer alguma restrição à liberdade de imprensa? Do ponto de vista constitucional é. Agora, eu não estou dizendo que a decisão está correta ou errada. Estou dizendo apenas que ela precisa ser examinada no seu contexto. No foro próprio, que é o tribunal", disse o ministro, em entrevista à rádio CBN nesta sexta-feira.

 

Mendes disse que o tema da censura ainda poderá ser reavaliado pelo TJ-DF. O jornal O Estado de S. Paulo entrou com recurso no TJ-DF nesta última quarta-feira, 5, mas o pedido ainda não foi avaliado.

 

 

Liminar proíbe 'Estado' de noticiar investigação sobre filho de Sarney

 

O desembargador Dácio Vieira, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), proibiu o Estado de publicar reportagens que contenham informações da Operação Faktor, mais conhecida como Boi Barrica. O recurso judicial, que pôs o jornal sob censura, foi apresentado pelo empresário Fernando Sarney, filho do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP).

O pedido de Fernando Sarney chegou ao desembargador na quinta-feira, 31 de julho, no fim do dia. E no sábado, 1º de agosto,

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