Ueslei Marcelino/Reuters
Ueslei Marcelino/Reuters

Mendes condena José Dirceu e mais dez por formação de quadrilha

No entendimento do ministro, houve 'a formação de uma engrenagem' no esquema do mensalão

Eduardo Bresciani, da Agência Estado

22 de outubro de 2012 | 17h17

BRASÍLIA - O ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes votou nesta segunda-feira, 22, pela condenação por formação de quadrilha do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu e outros dez réus em julgamento no último capítulo do processo do mensalão. Com isso, há quatro votos para absolver e três para condenar Dirceu. Dos 13 réus em julgamento, dois já estão absolvidos, a ex-funcionária da agência SMP&B Geiza Dias e a ex-vice-presidente do Rural Ayanna Tenório.

 

Em seu voto, Gilmar disse ver uma quadrilha no comando do esquema e destacou que objetivos de vários dos réus foram atendidos com a associação para a prática de crimes. "Não se resolveu apenas problemas do PT, da SMP&B, da DNA ou do Rural ou do governo, houve a formação de uma engrenagem que atendeu a todos e a cada um."

 

Ele destacou ainda que o fato de os crimes terem motivações política torna ainda mais importante enquadrar os réus na acusação de formação de quadrilha. Para ele, houve "atentado à democracia" no mensalão. "Não se pode cogitar de normal um partido que corrompe parlamentares", afirmou. "Não tenho dúvida que a gravidade dos fatos atentam contra a paz pública", ressaltou.

 

Além de Dirceu, o ministro votou pela condenação do ex-presidente do PT José Genoino, do ex-tesoureiro do partido Delúbio Soares, do empresário Marcos Valério e seus ex-sócios Ramon Rollerbach e Cristiano Paz, do advogado das agências Rogério Tolentino, da ex-diretora financeira da SMP&B Simone Vasconcelos, da ex-presidente e acionista do Banco Rural Kátia Rabelo, do ex-vice-presidente José Roberto Salgado, e do ex-diretor e atual vice do Banco Vinicius Samarane. Em todos esses casos, a votação está em 4 a 3 para a absolvição, faltando ainda três votos.

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