Mendes condena João Paulo por lavagem de dinheiro

Para ministro, crime não é 'mero exaurimento' da corrupção

Eduardo Bresciani, de O Estado de S. Paulo

29 de agosto de 2012 | 17h45

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, deu o quarto voto para condenar o deputado federal João Paulo Cunha (PT-SP) pelo crime de lavagem de dinheiro. Outros três ministros se posicionaram pela absolvição e Rosa Weber preferiu deixar o tema para momento posterior. Mendes já tinha votado pela condenação de João Paulo pelo crime de corrupção passiva.

Para Mendes, o crime de lavagem não é "mero exaurimento" da corrupção. Ele destacou que somente em documentos internos do Banco Rural havia o registro de que os R$ 50 mil foram sacados por Márcia Regina, esposa do petista. Citou o depoimento de outro réu, João Cláudio Genu, em que este chegou a ligar ao ex-deputado José Janene, já falecido, questionando sobre a necessidade de assinar um documento para sacar os recursos e foi tranquilizado por Janene de que o ofício era apenas interno. "O nome de Márcia Regina somente foi conhecido após medidas judiciais nas agências", observou Mendes.

Ele ressaltou que no recebimento da denúncia tinha até rejeitado neste ponto, mas se disse "induzido ao erro" naquela ocasião. Afirmou que ao proceder daquela forma achava que os registros formais indicavam o nome da mulher de João Paulo, o que não ocorreu, visto que o Rural informava a agência de Marcos Valério, SMP&B, como sacadora.

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