'Memória' da Lava Jato, juiz auxiliar de Teori vai deixar o STF

Márcio Schiefler, que acompanhou a investigação do esquema de corrupção na Petrobrás desde o início, avisa a colegas da Corte sobre a sua decisão de sair

Beatriz Bulla, Rafael Moraes Moura e Breno Pires, O Estado de S.Paulo

31 de janeiro de 2017 | 22h21

Brasília - Braço-direito do ministro Teori Zavascki, o juiz auxiliar Márcio Schiefler deixará o Supremo Tribunal Federal (STF), segundo informou fontes da Corte ao Broadcast Político, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado. Considerado a memória da Lava Jato no STF, Schiefler acompanhou a investigação do esquema de corrupção na Petrobrás desde o início e já avisou a colegas da Corte sobre a sua decisão de sair.

Na semana passada, Schiefler e mais dois juízes instrutores conduziram as audiências com executivos e ex-executivos da Odebrecht, última etapa antes da homologação dos acordos de delação. Discreto, mantinha contato constante com Teori. No dia do acidente, fez a "ponte" entre a família de Teori, a presidência do STF e o Palácio do Planalto.

Como braço direito do ministro, Schiefler participou de decisões sobre a Lava Jato e foi incumbido por Teori de ouvir delatores sobre os acordos assinados. Nesse período, evitou conversas com a imprensa. Ministro e auxiliar tinham uma "parceria muito fina", segundo integrantes do gabinete de Teori. Schiefler é juiz de direito no Tribunal de Justiça de Santa Catarina. Apesar de Teori ter nascido no mesmo Estado, os dois não trabalharam juntos antes do período em Brasília.

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