Pedro Venceslau/ Estadão
Pedro Venceslau/ Estadão

Membros do Black Bloc prometem 'quebrar tudo' na Avenida Paulista

Manifestantes fecham uma das principais vias da capital paulista neste 7 de Setembro

Pedro Venceslau, O Estado de S. Paulo

07 de setembro de 2013 | 14h36

SÃO PAULO - Um grupo de pelo menos 200 pessoas, a maioria pertencente ao grupo Black Bloc, está concentrado no Vão Livre do Masp, na Avenida Paulista, em São Paulo.

Em discurso, um dos integrantes do grupo pregou que sejam causados "prejuízos materiais" às fachadas de todas as empresas multinacionais da região. "Eu sei que tem policial federal infiltrado aqui, e que depois vão me acusar, mas falo mesmo: 'É incitação à violência sim'", diz o manifestante que aparentemente está coordenando o carro de som.

Curiosamente, o mesmo homem que falava em danos contra as empresas segurava um lanche 'Big Mac', da rede norte-americana McDonald's, e um refrigerante da Coca-Cola.

Segundo a Polícia Militar, 250 soldados foram destacados para acompanhar o protesto na Avenida Paulista neste sábado, durante os festejos de 7 de Setembro.

Os manifestantes, quase todos mascarados, fazem provocações aos policiais e criticam o governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin.

Entre os ativistas, está presente o GAPP (Grupo de Apoio aos Protestos Populares). São cerca de 30 voluntários que estão disponíveis para prestar atendimentos de primeiros socorros e assessoria jurídica aos manifestantes.

"Decidimos montar o grupo depois que apanhamos em um protesto. Emprestamos megafones e outros equipamentos. Também somos treinados em primeiros socorros e apoiamos as ocupações que estão acontecendo em frente à Assembleia Legislativa e ao Palácio dos Bandeirantes", diz o publicitário Alexandre Morgado, coordenador do GAPP.

Também foi anunciado um novo ato para o dia 7 de outubro, em frente ao Palácio dos Bandeirantes, e um outro protesto, cuja data só será divulgada nas redes sociais, "para quebrar geral".

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