'Melhor forma é divulgar por meio de detalhamento', diz Dodge sobre salários do serviço público

Procuradora-geral da República teve encontro com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, com a ministra Cármen Lúcia, com o deputado Benito Gama (PTB-BA) e com o corregedor nacional de Justiça, João Otávio de Noronha

Teo Cury, O Estado de S.Paulo

22 Fevereiro 2018 | 21h33

A procuradora-geral da República (PGR), Raquel Dodge, acredita que a melhor forma de divulgação dos valores pagos no serviço público é por meio do detalhamento do que é remuneração, verba indenizatória e dívida. Raquel reuniu-se nesta quinta-feira, 22, com a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, com o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), com o deputado Benito Gama (PTB-BA) e com o corregedor nacional de Justiça, João Otávio de Noronha.

O encontro foi marcado para discutir o teto remuneratório do setor público e a transparência das informações. De acordo com nota divulgada na noite desta quinta pela PGR, Raquel esclareceu que o aperfeiçoamento do processo de transparência dos dados no Ministério Público "começou na gestão do ex-procurador-geral da República Roberto Gurgel, se aprofundou na gestão de Rodrigo Janot e está em continuidade na atual gestão".

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A PGR parabenizou a ministra do STF pelas iniciativas de transparência e informou que o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), do qual é presidente, já deliberou e aprovou cortes de alguns itens que estavam sendo pagos a membros dos Ministérios Públicos Estaduais.

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Após o encontro, Maia afirmou que aguarda os dados que estão sendo consolidados pelo Ministério Público Federal para discutir o projeto de lei que trata do teto remuneratório do setor público na Câmara. "Para que não se aprove algo que inviabilize o trabalho dos poderes Legislativo, Judiciário e Executivo e do Ministério Público."

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