Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

'Melhor coisa que poderia acontecer foi rompimento do PT com Cunha', diz Gilberto Carvalho

Para ex-ministro, que vai ajudar na articulação da militância social em defesa do mandato de Dilma, 'ambiguidade era ruim para a legenda

Igor Gadelha, O Estado de S.Paulo

07 de dezembro de 2015 | 12h56

BRASÍLIA - O ex-ministro Gilberto Carvalho avaliou nesta segunda-feira, 7, que o rompimento do PT com o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), após o peemedebista deflagrar o impeachment da presidente Dilma Rousseff, foi a "melhor coisa" que poderia acontecer para o partido. Bastante próximo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o petista afirmou que a "ambiguidade" era ruim para a legenda.

"Estou feliz particularmente. Acho que a melhor coisa que podia acontecer era esse desfecho de romper com esse cara (Eduardo Cunha). (...) O pior para a gente era essa ambiguidade", disse Carvalho, que foi ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República durante o primeiro governo Dilma. "Vamos ganhar essa batalha, que está dada", emendou o ex-ministro, que atualmente é presidente do Conselho Nacional do Sesi.

Carvalho afirmou que está acompanhando de perto a articulação para barrar o impeachment da presidente. Ele disse que vai ajudar na articulação da militância social em defesa do mandato de Dilma. De acordo com o petista, os movimentos sociais estão com "muito ânimo e muito pique". "Vai ter hora certa de ir para rua. Vai ter batalha boa, tenho certeza disso", disse.

O ex-ministro se reuniu na manhã desta segunda-feira com o ministro-chefe da Secretaria da Comunicação Social da Presidência da República, Edinho Silva. O encontro ocorreu no Palácio do Planalto e durou menos de meia hora. "Somos amigos. Ele veio tomar um café comigo", afirmou Silva ao Estado. A pauta da conversa não foi divulgada.

Impeachment. O presidente da Câmara deflagrou o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff na última quarta-feira, 2, como retaliação ao PT, que, no mesmo dia, anunciou que votaria contra o peemedebista no Conselho de Ética da Casa. Cunha é alvo de representação no colegiado por quebra de decoro parlamentar. A votação da admissibilidade do processo contra ele está marcada para esta terça-feira. 

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