André Dusek/Estadão
André Dusek/Estadão

Meirelles: Posição de Kassab hoje é clara de apoio à candidatura, caso eu decida por isso

Em entrevista ao programa Canal Livre, da TV Bandeirantes, disse ter apoio do PSD

Idiana Tomazelli, O Estado de S.Paulo

22 Janeiro 2018 | 01h04

BRASÍLIA - O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse ter o apoio do PSD, partido ao qual é filiado, para se candidatar à Presidência da República, caso decida de fato concorrer ao cargo. Segundo ele, o presidente licenciado da legenda, ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, já deixou clara essa posição. “Tenho tido experiência muito positiva com Kassab. Tudo aquilo que combinamos temos cumprido no aspecto político”, disse Meirelles, citando como exemplo o recente programa partidário exibido em cadeia nacional, do qual foi o protagonista.

“Eu tenho que decidir se sou candidato ou não. Decidido isso, a partir daí vamos conversar (com Kassab) e chegaremos à conclusão. A posição dele pra mim hoje é clara de apoio à candidatura, caso eu decida concorrer”, afirmou o ministro da Fazenda, em entrevista ao programa Canal Livre, da TV Bandeirantes. O programa foi gravado na quinta-feira, 18, e exibido no início da madrugada desta segunda-feira, 22.

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Meirelles ressaltou o apoio de Kassab em reação a perguntas sobre a possibilidade de o ministro acabar se juntando ao PSDB, de olho na disputa eleitoral no Estado de São Paulo, o que inviabilizaria a candidatura do ministro da Fazenda ao Palácio do Planalto. 

O ministro buscou minimizar os embates públicos que tem tido nas últimas semanas com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Ambos são apontados como presidenciáveis e disputam o mesmo espaço, como possíveis candidatos de centro.

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“Do meu ponto de vista, continua tudo na mesma linha de ação (com Maia). No processo em que (pré-candidatos) estão se colocando na disputa, é normal que surjam situações diversas”, afirmou o ministro durante a entrevista. “Para mim, está tudo equacionado (com Maia)”, disse.

Antes, Meirelles renovou sua aposta de que um nome de centro será o escolhido nas urnas. Segundo ele, existe uma preocupação de que os dois extremos (direita e esquerda) prevaleçam na disputa, o que considera "pouco provável". “Existe um amplo espaço”, disse Meirelles.

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