Meirelles pode ser excelente prefeito de SP, diz Kassab

Prefeito participou da primeira celebração na nova sede do Santuário Mãe de Deus, idealizado pelo padre Marcelo Rossi

Wellington Bahnemann / SÃO PAULO, Agência Estado

12 de outubro de 2011 | 15h23

O prefeito Gilberto Kassab (PSD) afirmou nesta quarta-feira, 12, que o ex-presidente do Banco Central (BC) Henrique Meirelles é um grande nome do partido para disputar as eleições municipais de 2012 em São Paulo. Após participar da primeira celebração na nova sede do Santuário Mãe de Deus - idealizado pelo padre Marcelo Rossi -, Kassab destacou que Meirelles tem raízes na capital paulista por ter estudado na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP), ter presidido um banco em São Paulo e ter sido um dos fundadores do movimento Viva o Centro. O ex-presidente do BC deixou o PMDB e assinou filiação ao PSD na sexta-feira passada.

 

"Meirelles é uma pessoa qualificada, conhecedor da cidade de São Paulo, tem espírito público e tem seriedade. Se for candidato, será um fortíssimo candidato. E, se vencer, será um excelente prefeito", afirmou Kassab, destacando que PSD tem outro grande quadro para disputar a eleição municipal de 2012, que é o atual vice-governador do Estado, Guilherme Afif Domingos (PSD).

 

Apesar de reconhecer Meirelles como candidato em potencial, a definição do representante do PSD para 2012 dependerá das alianças que o partido traçar para a disputa. Kassab disse ser natural que o partido se alie ao PSDB, tendo em vista a aliança que já existe entre as legendas atualmente.

 

"Essa aliança é integrada pelo governador Geraldo Alckmin, que tem no seu partido integrantes da nossa administração, pelo ex-governador José Serra, pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, pelo ex-governador Alberto Goldman e pelo vice-governador, Guilherme Afif", afirmou. "Portanto, é uma aliança que seria natural."

 

O PSDB, por sua vez, atualmente tem quatro pré-candidatos para disputar a Prefeitura em 2012: o secretário estadual de Energia, José Aníbal, o secretário estadual do Meio Ambiente, Bruno Covas, o secretário estadual da Cultura, Andrea Matarazzo, e o deputado federal Ricardo Trípoli. A preparação de uma disputa interna entre os tucanos, porém, não agrada à cúpula do PSD. "Começa muito mal uma aliança quando um dos partidos quer impor nomes", disse Kassab. "Uma aliança existe quando ela se consolida e se constitui e depois então se escolhe um candidato, independentemente de partido."

 

Embora a aliança natural seja com o PSDB, Kassab afirmou que o PSD não teria problema nenhum em dialogar com o PT para a disputa da sua sucessão. O prefeito lembrou que alguns dos quadros do seu partido já têm experiência na convivência com o PT e que sua relação com a presidente Dilma Rousseff é a melhor possível. Kassab, porém, admitiu que uma aliança com os petistas para o primeiro turno seria difícil, tendo em vista que o PT faz oposição ao seu governo.

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