Fernando Bizerra Jr./EFE
Fernando Bizerra Jr./EFE

Meirelles: Pesquisas com quadros do MDB mostram preferência por mim

Pré-candidato à Presidência disse que haveria uma avaliação interna de que seu nome seria o preferido do partido e afirmou não considerar, no momento, a possibilidade de ser vice

Marcelo Osakabe e Paulo Beraldo, O Estado de S.Paulo

17 de abril de 2018 | 18h33

SÃO PAULO - O ex-ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou nesta terça-feira, 17, que pesquisas internas feitas pelo MDB com seus quadros mostraram uma preferência pelo seu nome em relação ao do presidente Michel Temer na disputa pela cabeça da chapa ao Palácio do Planalto.

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Meirelles, que se apresentou na 19ª Conferência Anual de Investidores do Santander, disse que o presidente Temer tem todas as condições de ser candidato e que as conversas entre os dois sobre quem será o escolhido do partido são "cordiais". 

Mas ressaltou: "em pesquisas do partido, das quais participaram desde governadores até vereadores no Brasil inteiro, de fato houve preferência pelo meu nome." Meirelles minimizou os efeitos das denúncias de corrupção que atingem o governo e o presidente Michel Temer. Ele lembrou que as denúncias envolvem PT, PSDB e muitas outras legendas. 

Questionado sobre a possibilidade de sair como vice, o agora emedebista desconversou: "No momento, não considero a possibilidade".

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Sobre sua apresentação no evento, o emedebista disse ter feito um apanhado das ações do governo do presidente Michel Temer e disse que o plano é dar seguimento às reformas, propor um melhor funcionamento do Estado e prover maior capacitação de trabalho aos brasileiros. "Com a conclusão das reformas em andamento, taxa de crescimento futura pode surpreender", disse.

Eleições 2018

Questionado sobre a informação de que 84% dos eleitores não votariam em um candidato apoiado pelo presidente Michel Temer, divulgado em pesquisa do instituto Datafolha no último fim de semana, o ex-ministro da Fazenda afirmou que existe grande desconhecimento por parte dos eleitores em relação ao histórico do governo e também ao seu nome.

"O governo tem uma trajetória bem-sucedida", disse, enumerando as reformas aprovadas e o retorno ao crescimento econômico do PIB do ano passado. Segundo o emedebista, o Brasil deve crescer cerca de 3% este ano independente do cenário eleitoral e, completada a agenda de reformas, pode sustentar expansões anuais de até 4% ao ano.

Meirelles se mostrou confiante sobre a capacidade de atração de sua própria figura. "As pesquisas mostram que eleitores querem um candidato com seriedade, competência e integridade. As mesmas pesquisas mostram que essas características são atribuídas a mim", notou. 

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Meirelles minimizou os resultados que mostram seu nome orbitando em torno de 1% de intenções de voto. Ele disse ser natural que candidatos com maior recall por terem participado de pleitos passados estejam na frente neste momento e criticou a legislação eleitoral atual, que limitaria a capacidade de comunicação das pré-candidaturas.

Ele também avaliou que saiu atrás dos demais candidatos por não conseguir usar as redes sociais enquanto ministro da Fazenda. "Tive perfil mais discreto por se ministro, agora posso discutir os demais itens, evidentemente também viagens e mídias regionais, tenho um número enorme de convites para palestras."

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