Meirelles fica ansioso e quer saber quem é candidato do PSDB

A indefinição do PSDB na escolha do candidato à sucessão presidencial não está deixando apenas os tucanos ansiosos. Na última terça-feira, o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, perguntou a vários políticos se o partido já havia decidido entre o prefeito José Serra e o governador Geraldo Alckmin.Ex-tucano, Meirelles participou do jantar de aniversário do governador de Goiás, Marconi Perillo. Na véspera de mais uma decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), o presidente do BC estava à vontade entre os tucanos e representantes do empresariado de Goiás, um setor que também pressiona o governo pela redução das taxas de juros.Apesar da curiosidade sobre a situação interna do PSDB, Meirelles evitou dar sua opinião sobre quem seria o pior adversário para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva: Serra ou Alckmin. "Eu só cuido de economia e Banco Central", disse. CopomAntes, em uma conversa com o presidente do PSDB, senador Tasso Jereissati (CE), disse que não poderia demorar muito na festa. "Estou no meio do Copom". Durante o jantar, sentou-se à mesa ao lado do governador Perillo e do senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), com quem conversou bastante. Só interrompia, às vezes, para falar ao celular.Em uma roda de políticos, reagiu quando Tasso Jereissati manifestou seu pessimismo em relação ao crescimento da economia este ano. "Não passará de 3%", previu. "Não, vamos chegar a 4%", devolveu Meirelles. "Então, podemos reduzir os juros amanhã", brincou o deputado Eduardo Paes (PSDB-RJ).ControleO presidente do BC comentou a necessidade de controlar a inflação, um tema abordado também por Tasso. O senador elogiou a discrição de Meirelles, mas brincou quando soube de seu interesse sobre a candidatura do PSDB à sucessão presidencial. "Só conto o nome do candidato se ele contar como será o Copom". Meirelles deu gargalhadas e para encerrar o clima amistoso, o presidente do BC aceitou a carona e retornou à Brasília, já na madrugada, no avião de Tasso Jereissati, juntamente de outros seis parlamentares do PSDB.

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