Felipe Rau/Estadão
Felipe Rau/Estadão

'Meirelles falou mais do que devia', diz presidente interino do PSDB

Além de Goldman, líder do PSDB na Câmara, Ricardo Tripoli, e Rodrigo Maia também reagiram

Pedro Venceslau e Roberta Jansen, O Estado de S.Paulo

04 de dezembro de 2017 | 18h44

SÃO PAULO E RIO - Os tucanos reagiram nessa segunda-feira, 4, à entrevista do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, ao jornal "Folha de S.Paulo", na qual ele criticou o PSDB e disse que a saída do partido do governo “terá consequências eleitorais” em 2018. Segundo Meirelles, os tucanos não estão comprometidos com a política econômica, que será o “legado” de Temer.    

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“É uma deslealdade dele com o PSDB”, disse ao Estado/Broadcast o deputado Ricardo Tripolli, líder do PSDB na Câmara. “Em vez de verificar quantos votos o partido dele (PSD) têm na base, Meirelles fica atacando o PSDB. Isso de defender o legado do Temer é besteira. Vamos mostrar à sociedade que vamos continuar com as reformas, estabilizar o País e fazer voltar a crescer”.

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Presidente interino do PSDB, o ex-governador Alberto Goldman também criticou a entrevista. “Ele falou mais do que devia”, afirmou o dirigente ao Estado/Broadcast.  Segundo Goldman, Meirelles tem “plena consciência” de que o PSDB é à favor da reforma da Previdência.

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Na última semana, o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, também causou desconforto entre os tucanos após a declaração de que o PSDB já está fora da base do governo

CÂMARA

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), também criticou Meirelles por falar de questões políticas em vez de estar focado na reforma da Previdência. Segundo Maia, essa postura do ministro geraria insegurança na articulação do governo com a base aliada para a votação da reforma ainda este ano.

“Acho que foi uma entrevista num momento inadequado, em que deveria focar na reforma da Previdência, como a gente está focando. A entrevista dele deveria ser só sobre previdência”, disse Maia, em entrevista concedida agora há pouco na Federação da Indústria do Rio de Janeiro (Firjan). “Acho que tratar de política neste momento, gera mais insegurança no processo.”

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