Meirelles e Casseb irão ao Senado no ?momento oportuno?

O líder do governo no Senado, Aloizio Mercadante (PT-SP), disse hoje que os presidentes do Banco Central, Henrique Meirelles, e do Banco do Brasil, Cássio Casseb, irão "no momento oportuno" atender aos pedidos da oposição e comparecer ao Senado para esclarecer denúncias de sonegação fiscal. O líder não quis estabelecer uma data, embora alguns petistas, como o senador Eduardo Suplicy (PT-SP), já façam ironias. "Acho que vai ser em novembro", comentou o petista. Ou seja, depois das eleições municipais. Ele acusou a oposição de tentar explorar eleitoralmente as denúncias envolvendo os presidentes do Banco Central, Henrique Meirelles, e do Banco do Brasil, Cássio Casseb. Prova disso, segundo o líder governista, seria a nova postura assumida pelo PSDB e PFL, afirmando que não pretendem votar o projeto que cria as Parcerias Público-Privadas antes das eleições. "A oposição não pode transformar a eleição municipal numa obstrução de matérias de interesse público. Por que só querem votar depois das eleições?", perguntou Mercadante, respondendo, em seguida, que o motivo principal seria o fato de a aprovação do PPP favorecer ainda mais o governo e, conseqüentemente, os candidatos petistas às prefeituras. A oposição, na avaliação de Mercadante, busca um novo pretexto para paralisar as atividades, além da tentativa de inverter o foco da discussão dando ênfase às denúncias contra os dois integrantes da equipe econômica. A insistência da oposição em convidar Meirelles e Cássio Casseb para dar explicações no Senado é interpretada pelos governistas como mais um palanque, já que essa estratégia ajuda a desviar as atenções da pauta do Congresso. "A oposição não tem demonstrado interesse na pauta do desenvolvimento. Mas precisamos de investimentos para crescer e a aprovação da proposta do PPP e do projeto que trata da biossegurança é fundamental. O PPP não pode ser adiado", avaliou Mercadante, ao anunciar também para a próxima semana uma reunião do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), com os líderes partidários para tentar fechar a pauta do esforço concentrado.

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