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Meirelles diz que não tem mais relação com empresa alvo da PF nesta sexta

Ministro da Fazenda foi conselheiro da holding J&F, controladora da JBS e da Eldorado; a segunda foi alvo de buscas da Polícia Federal nesta manhã suspeita de pagar propinas a Eduardo Cunha

Idiana Tomazelli, O Estado de S. Paulo

01 de julho de 2016 | 10h43

Brasília - O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou nesta manhã que não tem mais ligação com nenhuma empresa, incluindo a holding J&F, onde presidiu o conselho consultivo a partir de 2012. A J&F é controladora de diversas empresas, entre elas o frigorífico JBS e a fábrica de celulose Eldorado, que foi alvo de buscas da Polícia Federal hoje na Operação Sépsis, nova fase da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal que investiga o pagamento de propinas por parte de empresas a Eduardo Cunha para a liberação de recursos do FI-FGTS.

Em sua delação premiada, que embasou a operação desta manhã, o ex-vice-presidente da Caixa apadrinhado por Cunha Fábio Cleto afirmou, que Eduardo Cunha ficou com 1% de um negócio de R$ 940 milhões aprovado pelo FI-FGTS com a Eldorado.

"Eu fui do conselho consultivo (da J&F), fui do conselho de diversas empresas, participei de uma série de conselhos. Mas não tenho mais nada com nenhuma dessas empresas. O processo de desligamento foi normal, rigoroso, com cuidado, feito assim que fui convidado (para assumir o Ministério da Fazenda) e aceitei", disse Meirelles em entrevista ao Broadcast e à RádioE stadão nesta manhã.

O ministro também saiu em defesa da Lava Jato e das investigações em andamento no País. Para ele, o fortalecimento das instituições brasileiras também contribui para dar garantias de que o Brasil vai crescer de forma sustentada. Nesse sentido, a Operação Lava Jato é "um processo absolutamente relevante, saudável e importante para a economia", disse.

"O que é forte no Brasil são cada vez mais suas instituições, seja o Judiciário, o Legislativo, o Ministério Público ou o Executivo", disse Meirelles. "O que está claro no Brasil hoje é a independência das instituições e a imprensa livre", acrescentou.

O ministro se disse ainda um defensor das ações do Judiciário e do Ministério Público. "Mesmo que possa haver problemas, o importante é que tudo seja esclarecido e, mais do que isso, que instituições brasileiras sejam fortalecidas."

Participaram da entrevista os âncoras do Estadão no Ar, Haisem Abaki e Alessandra Romano, as jornalistas Adriana Fernandes, do Broadcast, Alexa Salomão, do Estadão, e a colunista de política do Estadão, Eliane Cantanhêde.

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