Wilton Júnior|Estadão
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Meirelles deve se reunir com lideranças do Congresso para tratar do teto do gasto público

Decisão de discutir pessoalmente com integrantes da Câmara foi tomada no último domingo, 5, no Palácio do Jaburu; ministro da Fazenda tenta aprovar a PEC que limita crescimento das despesas

Erich Decat, O Estado de S.Paulo

06 de junho de 2016 | 18h21

BRASÍLIA - O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, deverá assumir o comando das negociações junto ao Congresso para viabilizar a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê a criação de um teto para o crescimento dos gastos públicos. O envio do projeto para discussão dos congressistas faz parte das ações anunciadas pelo presidente em exercício, Michel Temer, junto com integrantes da equipe econômica, no último dia 24.

A decisão de discutir pessoalmente com integrantes da Câmara a proposta foi tomada no último domingo, 5, em reunião realizada no Palácio do Jaburu, residência oficial de Michel Temer.

"Acertamos que o ministro irá participar na próxima terça-feira (14) da reunião de líderes para detalhar a proposta que trata sobre o teto dos gastos públicos", afirmou ao Estado, o líder do governo na Câmara, André Moura (PSC-SE), que participou do encontro. 

O deputado deixou no meio da tarde desta segunda-feira, 6, o Palácio do Planalto, e, segundo ele, a prioridade do governo nesta semana será a votação do segundo turno da PEC que prorroga a Desvinculação de Receitas da União (DRU) até 2023. A DRU é um mecanismo que dá mais liberdade ao governo no uso das receitas obtidas por meio de tributos federais vinculados por lei a fundos ou despesas. O primeiro turno da proposta foi votado na madrugada da última quinta-feira (2).

De acordo com o líder do governo na Câmara, a ideia de Temer também é dar celeridade na discussão do projeto que limita as indicações para o comando das estatais e fundo de pensão às pessoas "com alta qualificação técnica".

"Vamos tentar votar até quarta-feira a DRU e os projetos que tratam das indicações para estatais e fundos", ressaltou André Moura.

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