Meirelles: Autoridade Olímpica não acomodará aliados

O presidente da Autoridade Pública Olímpica (APO), Henrique Meirelles, disse hoje que irá imprimir no órgão, responsável pelas obras necessárias para as Olimpíadas de 2016, o estilo com que comandou o Banco Central (BC) durante oito anos. De acordo com ele, a escolha dos nomes para compor o órgão será feita levando-se em consideração critérios técnicos, e não políticos ou pessoais.

FRANCISCO CARLOS DE ASSIS, Agência Estado

17 de março de 2011 | 16h30

"Acredito que qualquer escolha profissional deve levar em conta a forma como a pessoa trabalha", disse Meirelles. O ex-presidente do BC fez as afirmações durante coletiva de imprensa após cerimônia na qual foi empossado presidente da Associação Viva o Centro.

Meirelles explicou que ainda está em fase de discussão e avaliação o que fará à frente do órgão. Ele informou que recebeu ontem o trabalho completo da arquiteta responsável pelas Olimpíadas de Londres, em 2012, e ressaltou que atualmente estuda o projeto. Perguntado, Meirelles disse acreditar que as obras para o evento no Brasil serão entregues no prazo.

O ex-presidente do BC ressaltou ainda que está apenas 48 horas à frente do cargo e disse não crer que sofrerá pressões de partidos políticos para indicação de cargos da Autoridade Olímpica, assim como, segundo ele, não sofreu durante sua gestão na autoridade monetária.

Meirelles disse que não tem pretensão de retornar ao cenário político, ainda que tenha assumido um cargo de grande visibilidade pública no governo e retomado o comando da Associação Viva o Centro. "Eu sempre defendi que todo cidadão tenha uma atividade principal e que atue, sempre que possível, como voluntário do terceiro setor. E é isso que faço ao retornar para a Associação Viva o Centro", disse.

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