Médicos voltam ao trabalho, mas greve segue em Alagoas

Os médicos das unidades de saúde pública de Alagoas retornaram nesta terça-feira ao trabalho. O atendimento, porém, continua complicado, pois enfermeiros e técnicos continuam de braços cruzados. A decisão foi tomada na segunda-feira, em assembléia geral da categoria.Apesar de o governo ter decidido pagar os reajustes suspensos, por meio de uma folha suplementar, os funcionários públicos - exceto os médicos - decidiram manter a paralisação. A idéia é continuar em greve até que o governador do Estado, Teotônio Vilela Filho, revogue o decreto que suspendeu os aumentos concedidos em 2006. Na ocasião, ele alegou que os reajustes feriam a Lei de Responsabilidade Fiscal.Desde a semana passada, em Alagoas, servidores das áreas da Educação, Saúde e Segurança Pública estão parados. Na última quinta-feira, os funcionários públicos em greve invadiram o prédio da Secretaria da Fazenda. A paralisação entra nesta terça-feira no oitavo dia e a sede da secretaria continua ocupada.Vilela deve se reunir ainda nesta terça com lideranças dos servidores em greve e com o procurador-geral de Justiça, Coaracy Fonseca, que exige a revogação do decreto. Para Fonseca, a medida é inconstitucional e somente sua revogação poderá por fim ao impasse.Outro entrave em questão é o pagamento dos 80% da isonomia salarial dos professores. Eles conquistaram, no ano passado, o direito de receber salários equivalente aos de outras categorias de nível superior. No entanto, o governo atual suspendeu o benefício.De acordo com Vilela, a isonomia salarial dos professores gera um impacto de R$ 12 milhões na folha do Estado. Por isso, além de ter depositado os 20% na folha suplementar paga nesta terça-feira, ele propõe liberar mais 5% e pagar o restante (75%) na medida em que a arrecadação do Estado for melhorando.

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