Médicos vão agir no limite da dignidade

O médico do governador licenciado de São Paulo, Mário Covas, David Uip, disse na entrevista coletiva de hoje, no início da tarde, que todas as medidas médicas, em relação ao paciente, foram tomadas, e que a equipe vai agir até onde a "dignidade" permitir. "Nenhum de nós vai jogar a toalha, mas vamos até onde a dignidade mostrar ser o caminho e, dignidade, às vezes, é ter uma postura de observação, evitando o sofrimento", afirmou Uip. ÉticaO comportamento ético da equipe médica que atende o governador Mário Covas no Incor "não foi reconhecido pela maioria dos repórteres durante a entrevista coletiva do dr. David Uip". A afirmação foi feita pela psicóloga M.J.S. integrante dos grupos de ética de dois hospitais escolas paulistas. Para a especialista, que assistiu à entrevista pela TV, as perguntas dos jornalistas foram "redundantes e indelicadas, revelando ansiedade e despreparo". M.J.S. está habituada à discussão de situações limite na área médica: os grupos que integra foram formados para analisar a escala de prioridades em filas de doentes candidatos a transplantes de órgãos e outros procedimentos especiais. De acordo com a psicóloga, "os repórteres não se prepararam para a tarefa, e insistiram em obter do médico detalhes desnecessários, ignorando a questão central exposta claramente pelo dr. Uip: o governador Mário Covas, com apoio da família e dos médicos, decidiu pela administração da dignidade do indivíduo."

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