Médicos sugerem adiar viagens para áreas de risco da nova doença

Deve-se adiar as viagens para o sudeste asiático e a cidade canadense de Toronto. Esses são os lugares mais atingidos pela Síndrome Respiratória Aguda Severa (SRAS, ou SARS, na sigla inglesa), também chamada de pneumonia atípica. Outra dica de prevenção é evitar encontros com quem acabou de chegar desses locais. Mas, para se proteger contra a doença, um item simples não pode faltar: lavar as mãos várias vezes ao dia. Apesar de os especialistas ainda não saberem como o vírus que provoca a doença é transmitido de uma pessoa para outra, as mãos são um importante meio de transporte de microrganismos para dentro do corpo. Isso ocorre quando o indivíduo com as mãos contaminadas coça os olhos, mexe no nariz ou na boca. A porta de entrada dos vírus para o organismo humano é a mucosa dessas partes do corpo. "As mãos têm papel importante na transmissão de vírus respiratórios", explica o infectologista Celso Granato, professor do Laboratório de Virologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Por isso, quem pensa que usar máscara é a solução para se proteger contra a doença está enganado. Além de lavar sempre as mãos, os especialistas recomendam que as pessoas evitem viajar para os locais onde a transmissão da doença é maior. "Quem puder, deve adiar a viagem", diz o infectologista brasileiro, Kleper Almeida, professor assistente do Colégio de Medicina da Universidade de Drexel (Estados Unidos). "Também é recomendável evitar encontros com quem acabou de chegar de lugares que têm a doença." Almeida aconselha esperar dez dias antes de encontrar a pessoa, mesmo que ela não tenha sintomas da pneumonia. O prazo está ligado com o tempo de incubação do vírus no organismo humano - de dois a dez dias. Veja o índice de notícias sobre a pneumonia atípica

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