Médicos querem atender pacientes de planos sem ser credenciados

A Confederação Médica Brasileira pediu nesta segunda-feira ao vice-presidente Marco Maciel a edição de medida provisória criando o Credenciamento Universal de Médicos, para permitir que qualquer profissional de saúde atuando regularmente no País possa atender pacientes de planos de saúde, cooperativas e seguradoras sem a necessidade de ser credenciado pela empresa. "O credenciamento restringe o acesso dos pacientes", disse o vice-presidente da entidade, Arnaldo Bernardino Alves. O problema, segundo ele, é que a prerrogativa de credenciar os profissionais acaba sendo usada como instrumento de pressão pelas empresas de saúde suplementar. "Se o profissional reclama do atraso no pagamento, por exemplo, corre o risco de ser descredenciado", afirmou Alves, que é presidente do Sindicato dos Médicos do Distrito Federal. A idéia é que o paciente possa pagar a consulta e depois ser reembolsado pelo plano de saúde do qual é cliente. Isso já ocorre com as seguradoras. "Assim a escolha será do paciente e caberá ao médico decidir se aceita atender ou não pelo plano", explicou, informando que o preço por consulta pago pela maioria das operadoras de planos de saúde é de R$ 23,64. Alves esteve com Marco Maciel acompanhado pelo presidente da confederação e do Sindicato dos Médicos de São Paulo, José de Oliveira. Ficou acertado que a entidade deverá reunir-se com o ministro da Saúde, José Serra, para discutir o assunto.

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