Médicos protestam contra planos de saúde

Entidades médicas de todo o País organizaram protestos, nesta terça-feira, contra as condições impostas pelas operadoras de planos de saúde e divulgaram uma carta aberta ao presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, com propostas para resolver os problemas. Os médicos denunciam a pressão que sofrem para baratear o tratamento de seus pacientes. Quem não cumpre determinadas metas é castigado com descontos nos honorários no fim do mês ou até com o descredenciamento do plano.O instrumento mais recente usado pelas operadores para pressionar os profissionais é dar bonificações para quem seguir as metas de custo. O médico que não ultrapassa o teto de gasto estipulado para uma consulta ou para uma internação ganha de 30% a 40% a mais em seus honorários. A operadora não leva em conta se o caso do paciente foi resolvido, alertam as entidades.Para evitar interferência da operadora na assistência do paciente, as entidades médicas querem que a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) regule a relação entre o médico e a empresa de plano de saúde. Essa reivindicação é antiga, existe desde 2000, e nunca foi contemplada. O ministro da Saúde, Humberto Costa, já manifestou apoio aos profissionais, mas as idéias não saíram do papel. Desatualização - As entidades médicas também denunciaram que as operadoras trabalham com uma lista de procedimentos desatualizada. Essa lista funciona como referência para o que as empresas reconhecem como método de diagnóstico e tratamento válido a ser coberto. A desatualização da lista significa que ela tem procedimentos obsoletos e não reconhece o que há de mais moderno. Segundo as entidades médicas, também está desatualizado o valor da consulta pago pelas operadoras.

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