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Médicos pedem ajuda para avaliar estado clínico de Clodovil

Equipe médica tenta diagnosticar extensão do AVC e possível morte cerebral do parlamentar e ex-estilista

Redação com Agência Brasil ,

17 de março de 2009 | 15h20

A assessoria de imprensa do deputado Clodovil Hernandes (PR-SP) informou na tarde desta terça-feira, 17, que a equipe médica pediu o auxílio de profissionais de outras áreas para diagnosticar a extensão do dano causado pelo acidente vascular cerebral (AVC). Clodovil segue internado em estado gravíssimo na UTI do Hospital Santa Lúcia. Os médicos realizam vários procedimentos para detectar uma possível morte cerebral do parlamentar.

 

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A equipe médica vai divulgar um novo boletim às 16 horas. Também de acordo com a assessoria do deputado, a equipe médica também vai realizar exames laboratoriais para averiguar as condições clínicas de Clodovil.

 

Depois de passar mal na manhã da última segunda, Clodovil levou um tombo no apartamento onde mora, na Asa Norte, e foi encontrado desacordado por volta das 7 horas por um assessor parlamentar. Ele teve uma hemorragia no lado esquerdo do cérebro, mas, segundo os médicos, não havia possibilidade de cirurgia.

 

Clodovil chegou ao hospital com nível 5 de coma, sendo que o nível mais grave é o 3 e o menos grave é 15. Sedado e com pressão alta, ele foi submetido a uma drenagem para frear a hemorragia. No meio da tarde, teve uma parada cardíaca de cinco minutos e foi reanimado pela equipe médica, mas o estado agravou-se mais ainda.

 

Segundo Susana Collares, assessora do parlamentar, Clodovil enfrentou uma semana de "fortes emoções e muito estresse", com o julgamento, pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), de processo no qual era acusado de infidelidade partidária. Clodovil deixou o PTC e ingressou no PR. Ele foi absolvido da acusação e teve o mandato mantido pelo TSE. O deputado argumentou que foi perseguido por sua antiga legenda, que acusou de ter "conduta antiética".

 

Se sobreviver, o deputado provavelmente terá muitas sequelas que poderão comprometer a fala e as funções motoras, segundo o neurocirurgião Benício de Lima. Outro integrante da equipe que atende o parlamentar, Alan Ricardo Ferreira, classificou como "muito alto" o risco de morte.

 

Em junho de 2007, o deputado teve um AVC leve e foi internado no hospital Sírio Libanês, em São Paulo. Ainda em 2007, o deputado foi internado com problemas no coração e suspeita de dengue, não confirmada.

 

Estilista que ganhou fama ao se tornar apresentador de TV, Clodovil provocou polêmica na Câmara desde os primeiros dias de mandato. Fez uma decoração sofisticada no gabinete e comprou briga com deputadas feministas.

 

O caso mais rumoroso aconteceu com a petista Cida Diogo (RJ), a quem Clodovil chamou de "feia", acrescentando que não serviria nem para "ser prostituta". A desavença com Cida começou quando a deputada protestou contra afirmação de Clodovil de que as mulheres tinham ficado muito "ordinárias", trabalhavam deitadas e descansavam em pé. Na ocasião, em maio de 2007, Clodovil disse que poderia ter um AVC a qualquer momento, pois estava sob muita tensão.

 

Entre os projetos apresentados pelo deputado estão o que torna obrigatório o exame de próstata nos trabalhadores de mais de 40 anos e o que regulamenta o contrato civil entre homossexuais, além da emenda constitucional que reduz o número de deputados de 513 para 250, desde que a mudança seja aprovada em plebiscito. Em sua biografia no portal da Câmara, Clodovil apresenta-se como "estilista, ator e cantor".

 

 

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