Médicos negam que Dilma ainda esteja com problemas de saúde

Relatório elaborado pela equipe que atende a presidente foi elaborado a pedido da Presidência para esclarecer dúvidas levantadas por revista

Efe,

29 de maio de 2011 | 03h09

RIO DE JANEIRO - Após se recuperar de uma broncopneumonia diagnosticada no final de abril, a presidente Dilma Rousseff se encontra atualmente bem de saúde, segundo um relatório elaborado pelos médicos que a atendem a pedido da própria Presidência.

 

O relatório foi enviado inicialmente à revista "Época", que na edição que começou a circular neste sábado informou que o estado de saúde da governante, de 63 anos, "ainda exige atenção", e mencionou vários problemas que ainda afligiriam à presidente.

 

"Em 21 de maio de 2011 a presidente realizou tomografia de tórax de controle, mostrando resolução completa do quadro de pneumonia detectado no mês anterior. Do ponto de vista médico, neste momento a presidente apresenta ótimo estado de saúde", segundo o relatório elaborado pelos médicos do Hospital Sírio Libanês.

De acordo com porta-vozes do hospital consultados pela Agência Efe, o relatório foi elaborado pelos médicos de Dilma a pedido da Presidência e enviado à sede do governo, de onde foi encaminhado à "Época" para esclarecer algumas das dúvidas levantadas pela publicação.

 

No documento, reproduzido neste sábado por alguns sites, há um histórico de todos os problemas de saúde pelos quais Dilma foi atendida no hospital desde o começo de 2009, quando já era candidata à Presidência. Além disso, os médicos garantem que atualmente não há nem sequer sequelas do câncer linfático pelo qual foi tratada no Sírio Libanês.

 

De acordo com a "Época", os últimos problemas de saúde da governante, entre eles um edema na região cervical e a pneumonia que sofreu este ano, estão relacionados a problemas de imunidade causados pelo tratamento contra o câncer.

 

Como consequência da pneumonia, Dilma adiou uma viagem ao Paraguai, cancelou vários compromissos, reduziu o ritmo de sua agenda e optou por despachar do Palácio da Alvorada, a residência oficial da Presidência.

 

Algumas versões veiculadas por meios de comunicação levantaram dúvidas sobre o verdadeiro estado de saúde da governante e asseguram que sua saúde é mais sensível do que se informou até agora.

 

Segundo a "Época", Dilma chegou a tomar 28 remédios diários durante os dias em que foi tratada da pneumonia, entre os quais suplementos vitamínicos, remédios para emagrecer e até uma cápsula de cartilagem de tubarão à qual são atribuídas propriedades contra o câncer.

 

A revista acrescenta que o estado da presidente "ainda exige atenção", inclusive pelas preocupações naturais de uma mulher de 63 anos, e afirma que Dilma sofre de diabetes do tipo 2, de problemas hormonais e de uma doença autoimune conhecida como tireoidite de Hashimoto.

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