Médicos gaúchos tentam evitar registro de diploma cubano

O Conselho Regional de Medicina (Cremers) e a Associação Médica do Rio Grande do Sul (Amrigs) decidiram mobilizar os médicos e pressionar o governo federal a desistir do convênio de registro recíproco de diplomas de graduação e pós-graduação entre o Brasil e Cuba. Além dos encontros e debates com a categoria e comunidade, que começaram nesta quarta-feira, em Porto Alegre, os representantes dos médicos vão procurar deputados, senadores e o ministro da Educação, Tarso Genro, na tentativa de abortar o acordo que os governos dos dois países estão negociando.Pela legislação atual, defendida pelo Cremers e Amrigs, um médico formado no exterior deve se submeter ao processo derevalidação do diploma, feito por universidades públicas, para exercer sua profissão no Brasil. No ano passado, todos os 83candidatos avaliados pela Fundação Universidade do Rio Grande e os 67 avaliados pela Universidade de Maringá (PR) foramreprovados, conta o presidente em exercício do Cremers, Luiz Augusto Pereira. "Isso mostra que há uma diferença muito grandeentre a formação daqui e a do exterior", comenta.A negociação de um convênio entre Brasil e Cuba para dispensar a revalidação começou em setembro, quando o presidenteLuiz Inácio Lula da Silva esteve em Havana e assinou um protocolo de intenções para o reconhecimento recíproco de títulos universitários. Desde então uma comissão interministerial avalia a viabilidade do acordo.

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