Médicos falham em explicar riscos de cirurgia, diz pesquisa

Uma investigação realizada por uma revista britânica especializada em consumo e serviços mostrou que os pacientes submetidos a cirurgias a laser, para tratar problemas como miopia e astigmatismo, constantemente não são informados sobre os riscos da operação, informa a BBC Brasil. A cirurgia a laser é realizada em mais de cem mil pessoas por ano na Grã-Bretanha, número semelhante ao Brasil. A pesquisa realizada pela revista Health Which? também mostrou que qualquer médico pode realizar o procedimento na Grã-Bretanha, não necessariamente precisando de uma qualificação especial. A cirurgia é vista como rápida e simples e recebeu grande apoio de celebridades, que livraram-se de deficiências visuais por meio principalmente da técnica Lasik - a mais popular. Pressão alta Em alguns casos, a cirurgia pode levar a aumento da pressão interna da córnea, fazendo com que um paciente necessite mais tarde de um transplante. Outras complicações são consideradas menores, mas acontecem com mais freqüência, segundo a Academia Americana de Oftalmologia, uma das instituições ouvidas pela revista. A Health Which? também citou vários casos de pessoas que estão processando médicos e empresas que realizam cirurgias a laser, por terem apresentado problemas após a operação. O oftalmologista britânico David Gartry, do Royal College of Ophthalmologist, ajudou a elaborar um guia sobre quem deve realizar a cirurgia. Pelo guia, somente médicos treinados e especializados podem operar. "Os pacientes também precisam ser melhor informados sobre o percentual de eventuais complicações da cirurgia e o que pode acontecer em seu organismo caso alguma coisa dê errado", explicou o oftalmologista. As complicações mais freqüentes incluem infecções, irritação, visão turva e necessidade de retoque na cirurgia, já que algumas vezes ela não é 100% eficaz.

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