Médicos discutem tratamento na UTI

Novos medicamentos, técnicas para assistência e tratamento para pacientes internados são os temas do Congresso Internacional de Terapia Intensiva, que começou nesta terça-feira no Hotel Transamérica, em São Paulo.A organização é do Centro de Terapia Intensiva Adulto do Hospital Israelita Albert Einstein, em parceria com a Universidade Livre de Bruxelas.Uma das novidades na área é um novo medicamento para tratar a sepse, uma infecção acompanhada por quadro de choque."Nesses casos, a mortalidade é de 60% a 70% dos casos" explicou Elias Knobel, chefe do Centro de Terapia Intensiva Adulto do Einstein e coordenador do congresso.Segundo ele, o uso da Proteína C Ativada, que foi pesquisada pelo laboratório Eli Lilly, diminuiu de forma significativa o número de mortes em casos de sepse.Em quadros de infecções graves, a coagulação fica alterada e há deficiência de substâncias, como a proteína C. O laboratório desenvolveu um método para ativar a proteína, e isso diminuiu a mortalidade nos casos de sepse, já que as conseqüências da coagulação alterada não vão se manifestar.O novo medicamento foi encaminhado para o Food and Drug Administration (FDA), entidade dos Estados Unidos que autoriza a venda de novos remédios. Normalmente, produtos aprovados pelo FDA são bem aceitos em todos os países.Técnicas inéditas de assistência respiratória; avanços no tratamento do enfarte do miocárdio e dos estados de choque são alguns dos temas que integram o congresso.Uma pessoa está em choque quando a descarga de sangue por parte do coração não é suficiente para encher as artérias, ou o órgão não apresenta pressão suficiente para atingir órgãos e tecidos.Também serão apresentadas técnicas modernas para monitorar um paciente; novos tratamentos para insuficiência renal; controle de qualidade e as novas abordagens em casos de infecções graves.Uma feira de produtos e tecnologia médico-hospitalar acontece em paralelo às discussões técnicas.A idéia de que a UTI era um lugar para onde só iam pacientes que estavam prestes a morrer mudou. "A UTI é um lugar que salva vidas. No Einstein, 87% dos pacientes internados na UTI saem com vida de lá", destacou.Os médicos buscam agora melhorar a qualidade de vida desses pacientes, tanto enquanto estão internados, quanto depois que recebem alta."Trinta dos maiores especialistas em terapia intensiva estão participando, e esse é o primeiro congresso desse nível sobre o assunto já realizado na América Latina", destacou Knobel.No primeiro dia, aproximadamente 800 especialistas, estudantes e residentes de diversos países participaram do evento.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.