Médicos de hospital da Interclínicas fazem boletim de ocorrência

A situação do Evaldo Foz, hospital da Interclínicas e um dos poucos que ainda atendem aos consumidores da operadora em São Paulo, está cada vez mais precária. No domingo de manhã, por exemplo, o pronto-socorro ficou 40 minutos fechado por falta de funcionários na enfermagem. Na pediatria não houve internação durante todo o dia e faltaram ortopedistas. Para registrar tais dificuldades, a equipe médica registrou um boletim de ocorrência. De acordo com o documento, não há tomografia computadorizada, ultra-som, alguns medicamentos de urgência, como os quimioterápicos, estão em falta e não há enfermeiros suficiente.No dia 2 a diretoria do hospital distribuiu um comunicado para toda a equipe de trabalho com a notícia de que o pronto-socorro do Evaldo Foz iria fechar. No mesmo dia, o hospital recebeu a visita do Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp), da Vigilância Sanitária e do Conselho Regional de Enfermagem. A conclusão das três instituições foi a mesma descrita no boletim de ocorrência feito pelos médicos.Além de condições precárias de trabalho, os médicos não recebem salários com regularidade. Os 12 centros clínicos da Interclínicas estão passando pelos mesmos problemas. Na semana passada, a ginecologista Hélia Gomes Negrão também fez um boletim registrando as condições de trabalho.Nesta segunda-feira, o diretor de Normas e Habilitação de Operadoras da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), Alfredo de Almeida Cardoso, esteve em São Paulo, onde participou de reunião fechada com operadoras paulistanas. De acordo com a assessoria de imprensa da ANS, o objetivo da viagem foi tratar de diversos assuntos. Mas o principal, sem dúvida, diz respeito à venda das 190 mil carteiras da Interclínicas. Por enquanto, não foi divulgado o nome do comprador, mas quatro podem estar à frente na disputa: Amil, Notre Dame, Gama e Golden Cross.

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