Médicos baianos boicotam Bradesco Saúde e Medial

Os médicos baianos reiniciaram nesta segunda-feira o boicote à Bradesco Saúde e à Medial. Os dois planos de saúde se recusam a negociar a implantação da Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimento Médicos (CBHPM), que implicaria no aumento da consulta de R$ 25 para R$ 42, além de remunerar uma série de novos exames que estão fora da tabela antiga. Atendimentos de urgência e emergência estão sendo realizados normalmente. Os 150 mil segurados da Bradesco e os 30 mil da Medial no Estado tiveram que pagar a consulta em dinheiro ou cheque para tentar receber o ressarcimento junto às seguradoras. É o segundo protesto dos médicos baianos. No primeiro semestre, eles boicotaram o Bradesco Saúde e a Sul América. Desta vez, a Sul América não foi incluída porque sua direção está negociando com o Sindicato dos Médicos do Estado da Bahia (Sindmed). Conforme o presidente da entidade, José Carlos Brito, a Bradesco não está cumprindo uma liminar obtida no Juizado de Defesa do Consumidor de Salvador para a implantação imediata da CBHPM. A seguradora recorreu ao Supremo Tribunal Federal e conseguiu a suspensão dos efeitos da liminar até o julgamento do mérito da matéria. Em relação à Medial, Brito informou que a empresa se recusa a implantar a classificação e tem tentado negociar diretamente com os médicos passando por cima das entidades de classe. A assessoria de comunicação da Bradesco Saúde informou que desde o dia 1.º de julho aumentou o valor das consultas para R$ 34 nos planos coletivos e para R$ 30 nos individuais. Além disso, disse que vários pontos previstos pela CBHPM foram implantados. Já a Medial afirma que as negociações estão sendo realizadas com a Associação Brasileira de Empresas de Saúde.

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