Médicos ameaçam pedir novas demissões em Alagoas

Categoria reivindica reajuste salarial de 50%; governo quer 5% de aumento

Ricardo Rodrigues,

07 de agosto de 2007 | 21h39

Os médicos da rede de saúde em Alagoas, em greve há mais de 70 dias, realizaram nesta terça-feira mais um protesto contra o governo do Estado, que se nega a remota as negociações com a categoria. Vestidos de preto, um grupo de grevistas realizaram uma manifestação na porta da Maternidade Escola Santa Mônica, no bairro do Poço, em Maceió.Eles disseram que cerca de 80% dos médicos lotados na maternidade já assinaram o pedido de demissão coletiva, acompanhando outros 150 profissionais - de várias especialidades - que já se demitiram do Estado. Segundo o presidente do Sindicato dos Médicos de Alagoas (Sinmed), Wellington Galvão, a terceira lista de médicos aderindo à demissão coletiva deve ser entregue na próxima sexta-feira à Secretaria Estadual de Administração, caso o governador Teotônio Vilela Filho (PSDB) não reabra as negociações com a categoria. Os médicos reivindicam um reajuste salarial de 50%, o que elevaria o menor salário da categoria para R$ 1.500. O governo insiste nos 5% de reajuste e até o momento não tentou retomar as negociações com os grevistas. "Nosso limite é sexta-feira. Apenas nesta nova lista de demissões 80% dos médicos da Maternidade Santa Mônica estão inclusos", revelou Galvão, acrescentando que caso o demissão seja consumada, os médicos demissionários irão respeitar o aviso prévio e vão continuar trabalhando apenas por mais 30 dias, a contar do dia da entrega do pedido de demissão. "Estamos dando esse tempo para o governo resolver o problema, caso contrário será o caos", justificou Galvão, responsabilizando o governo pelos prejuízos causados à saúde da população. ApoioA primeira lista de demissionários foi entregue à Secretaria de Administração no dia 19 de junho, com a assinatura de 17 profissionais. Na semana passada, mais 150 pedidos de demissão foram protocolados na secretaria, onde aderiram profissionais de diversas especialidades médicas. A partir de quinta-feira, os profissionais do Programa de Saúde da Família (PSF) paralisam as atividades por 48 horas em todo o Estado. A paralisação é em apoio ao Sindicato dos Médicos. Um ato dos profissionais do PSF está programado para quinta, às 14 horas, no calçadão do Comércio de Maceió.

Tudo o que sabemos sobre:
alagoasdemissãomédicos

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.