Medicamento para câncer colorretal chega em 2002

O medicamento Fasturtec, usado na prevenção da hiperuricemia aguda (índices intoleráveis de ácido úrico no sangue), será lançado no Brasil no início de 2002. A informação é da diretoria do laboratório francês Sanofi-Synthélabo no País.O medicamento, que obteve autorização para a venda na Europa a partir do segundo trimestre, terá uso combinado com o Eloxatin, do mesmo laboratório, para tratamento do câncer colorretal. Antes, terá que ser submetido à aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).A rasburicase, princípio ativo do Fasturtec, foi desenvolvida por recombinação genética, pelo Sanofi-Synthélabo. O produto está em fase de registro pela FDA nos Estados Unidos, e em desenvolvimento clínico no Japão. As vendas mundiais de Fasturtec deverão atingir US$ 88 milhões (100 milhões de euros) em 2005. No Brasil, há 25 mil novos pacientes de lise tumoral por ano, síndrome que afeta principalmente crianças com linfoma e leucemia, submetidas à quimioterapia. O lise tumoral é o rompimento da membrana plasmática das células, que leva à sua morte e à liberação de seu conteúdo - daí a intoxicação do organismo. A diretoria local da multinacional não informa quanto será faturado no País.O tratamento com Fasturtec tem por objetivo prevenir a insuficiência renal aguda em pacientes que sofrem de uma doença hematológica maligna com grande massa tumoral e apresentando risco de redução ou de lise tumoral rápida no início da quimioterapia. Segundo o laboratório, a rápida elevação das taxas de ácido úrico no sangue é a principal conseqüência biológica da síndrome de lise tumoral, freqüentemente observada em hemopatias malignas, principalmente em crianças, em decorrência da quimiosensibilidade destes tumores no início do tratamento.O maior risco ligado à síndrome da lise tumoral, que pode ser associado a outros distúrbios metabólicos, é a insuficiência renal aguda causada pelo depósito de cristais de ácido úrico. Esta é uma complicação grave, muitas vezes fatal, que requer diálise renal freqüente. Segundo a direção do laboratório, a administração precoce de Fasturtec nos pacientes converte rapidamente o ácido úrico - pouco solúvel - em alantoína, composto altamente solúvel e facilmente excretado pelos rins, permitindo prevenir esta ameaça real em pacientes curáveis.

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