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MEC reprova 15 cursos de instituições públicas no Rio

A avaliação dos cursos de pós-graduação feita pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) abriu discussão sobre os programas de mestrado e doutorado oferecidos por instituições públicas. Dos 17 cursos reprovados no Rio de Janeiro, somente dois são de universidades particulares. Até o festejado Instituto Militar de Engenharia (IME), conhecido por sua excelência, tem um curso sujeito a ser descredenciado, o de Sistemas de Computação, que recebeu conceito 2."O IME recebeu com surpresa a nota, tendo em vista que nas avaliações parciais de 98 e 99 realizadas pela CAPES não existiam indicativos de que haveria redução na pontuação", afirmou a pró-reitora de Pós-graduação, professora Wilma de Araújo Gonzalez. A instituição vai entrar com recurso na Capes. Wilma não acredita que o curso vá ser fechado, realmente. "Depois da análise do que foi apontado no relatório de avaliação acreditamos que podemos mostrar a viabilidade do curso", afirmou.UFFJá os conceitos baixos obtidos pela Universidade Federal Fluminense em seis cursos de mestrado e doutorado nas áreas de medicina e odontologia já eram esperados pela instituição. Os programas haviam recebido nota 1 e 2 na última avaliação da Capes, há três anos, e estão fechados para o ingresso de novos alunos desde então. "Há um ano e meio está em estudo a criação de novos cursos de pós-graduação na UFF. Vamos oferecer cursos não mais em áreas específicas de medicina, mas com duas ou três linhas de pesquisa", afirmou a chefe da coordenadoria de Pós-graduação, Eurídice Figueiredo.UFRJA Universidade Federal do Rio de Janeiro estuda ainda quais dos seis cursos (cinco de medicina e um de odontologia) que receberam nota baixa entrarão com recurso junto à Capes. "Houve problemas internos nesses cursos, que não foram bem conduzidos", reconheceu o superintendente de Pós-graduação, Manoel Agnaldo Guimarães. "É possível que algum curso tenha negligenciado o envio de dados para a Capes".O professor informou que foram criadas comissões internas para recuperar os cursos e investigar o que aconteceu. "Como pode um curso que já não era muito bom ficar péssimo, apesar do apoio oferecido pela reitoria?", indagou, referindo-se ao curso de Otorrinolaringologia. Ele disse ainda que os alunos serão remanejados para cursos afins. "Pode ser que o estudante saia prejudicado, ao perder a linha de pesquisa. Mas o que adianta ele concluir um curso que terá um diploma com peso negativo, que não será bem visto no mercado?". A UFRJ tem 77 programas de pós-graduação. Destes, 56 tiveram nota acima de 4.UERJOs conceitos 2 recebidos pelos cursos de cardiologia e endocrinologia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro eram esperados pela sub-reitora de Pós-graduação e Pesquisa, Maria Andréa Loyola. "Já percebíamos problemas nesses cursos desde o ano passado", afirmou. A universidade não vai entrar com recurso e trabalha para reestruturar os programas.As universidades particulares que podem ter cursos descredenciados foram a Unig (ciências biológicas) e Universidade Santa Úrsula (economia), ambas com conceito 2. A Santa Úrsula alegou que não foi vistoriada pela Capes. O pró-reitor de Pós-graduação da Unig, Aldemar Jahn, não foi encontrado para comentar a nota.

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