MEC quer 23 mil vagas para universidades

O Ministério da Educação tem uma proposta para ampliar o número de contratações pelas escolas e universidades federais. Na semana passada, a área econômica aprovou a abertura de concurso para preencher 2.200 postos de trabalho. O MEC havia solicitado 8.500, conforme acordo fechado no ano passado com professores e funcionários, que ficaram mais de três meses em greve. Com a nova proposta, pode-se chegar a 23 mil vagas para funcionários e professores.A idéia do secretário de Ensino Superior, Francisco César de Sá Barreto, é converter 23 mil vagas que já estão autorizadas para a contratação de funcionários pelo regime de emprego público - e não foram usadas porque ele não está sendo adotado - para o regime jurídico único.A transformação seria feita por meio de projeto de lei, que depende de aprovação do Congresso. O secretário admite que as 2.200 vagas liberadas pela área econômica são insuficientes para resolver o problema de falta de pessoal, sobretudo nos hospitais universitários. Em protesto, funcionários e professores vão parar as atividades no dia 30, junto com outros servidores públicos, e não descartam uma greve.A abertura de vagas para concurso fez parte do acordo que permitiu o fim da greve do ano passado. Os servidores alegam que há 25 mil vagas em aberto. Os professores querem pelo menos 2 mil contratações, das quais 500 foram autorizadas.A proposta é vista com bons olhos por reitores, professores e funcionários, mas todos dizem que o governo precisa ser ágil e conseguir aprovar o projeto em tempo hábil para que os concursos sejam feitos até julho, conforme determina a lei eleitoral. "A situação das universidades é dramática, sobretudo nos hospitais", disse o presidente da Associação dos Dirigentes das Universidades Federais, Mozart Neves Ramos.Ele se refere ao fato de que, por determinação legal, as instituições têm de substituir os servidores terceirizados, contratados pelas fundações universitárias e estimados em cerca de 20 mil. "Além das vagas em aberto, ainda existe esse problema. E se nada for feito agora, vamos funcionar em regime emergencial até o próximo ano por causa das eleições."

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