MEC nega ação de Sanguessugas no governo Lula

O Ministério da Educação negou nesta quarta-feira que tenha havido, no atual governo, liberação de recursos por meio de emendas de parlamentares para a compra de veículos para transporte escolar. A reação do mistério ocorreu um dia depois de o delegado da Polícia Federal Tardelli Boaventura e o procurador da República em Mato Grosso Mário Lúcio Avelar afirmarem em depoimento à CPI dos Sanguessugas que o desvio de recursos do Orçamento para a compra superfaturada de equipamentos e veículos também atingiram o MEC.Em nota oficial, o ministério afirma que, entre 2000 e 2006, só em 2001 - ainda, portanto, no governo Fernando Henrique - houve liberação de dinheiro por emendas, sendo duas delas apresentadas pelas bancadas do Rio Grande do Sul e do Mato Grosso e uma outra proposta pelo relator do Orçamento naquele ano.De acordo com o MEC, foram beneficiados 57 municípios de Mato Grosso e 30 do Rio Grande do Sul. No total, foram R$ 4,3 milhões em recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). "Desde então, não houve qualquer liberação de recursos para o transporte escolar, via emenda parlamentar, a municípios", diz o texto. ministério encerra a nota afirmando que estará a disposição para esclarecimentos e vai continuar acompanhando as investigações.Matéria alterada às 19h14 para o acréscimo de informações

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