'Me disponho a ser candidato a presidente', afirma Ciro Gomes sobre ida para PDT

Ex-ministro, que trocou recentemente de partido defendeu que é necessário 'construir alternativas viáveis para o País'

Lauriberto Braga, especial para O Estado, O Estado de S. Paulo

28 de agosto de 2015 | 18h25

Fortaleza  - O ex-ministro Ciro Gomes disse nesta sexta-feira,  28, em Fortaleza, que está ingressando no PDT "porque precisamos construir alternativas viáveis para o País". Ele se lança pré-candidato à sucessão de Dilma Rousseff em 2018. "Evidentemente não se monta esta base sem raiz. Nós não podemos nos movimentar sozinhos e o PDT é o caminho", acrescentou.

Segundo Ciro foram formadas comissões do grupo político dele (Ferreira Gomes) e do PDT para fazer um mapeamento das filiações. "Já terminamos este mapa de todos os municípios cearenses de maneira a fazer uma integração mais pacífica e tranquila possível", afirmou destacando que "nós vamos todos. Eu não deixo amigo no caminho. O que nós precisamos fazer é respeitar a casa nova que está nos convidando para entrar", afirmou. "Estamos chegando com toda humildade para ajudar, para construir essa alternativa para o Brasil. Eu me disponho a ser candidato a presidente da República. O Cid está preparado também se o partido precisar dele", disse em seguida.

Para Ciro o atual momento político econômico brasileiro existe do País duas tarefas. "Eu estou militando nas duas. Uma é proteger o calendário. As linguagens da democracia. Os ritos democráticos. Não há nenhuma razão que nos permita aceitar um golpe paraguaio, que seria manipular protocolos para criar uma dinâmica de ruptura na ordem democrática com o impedimento da presidente Dilma. Essa é a primeira tarefa".

Segundo Ciro a segunda tarefa "é pressionar em alto e bom som para que a presidente Dilma entenda que hoje a sensação que nós brasileiros temos é que fomos enganados. As nossas famílias são treinadas em austeridade. Nós todos somos capazes de fazer muitos sacrifícios, porém o que nós não toleramos é essa sensação de termos sido feitos de bobos, termos sido enganados. É isso hoje que está no seio da população".

Ciro destaca que "Dilma tem tempo urgente, mas tem um tempo para se reconciliar com esse conjunto de valores que deram a ela a sua reeleição".


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