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MDB tenta acordo para colocar Omar Aziz na presidência da CPI da Covid e Renan na relatoria

Ideia é que Randolfe Rodrigues (Rede-AP), autor do requerimento de instalação da Comissão, fique com a vice-presidência

Lauriberto Pompeu, O Estado de S.Paulo

14 de abril de 2021 | 19h59
Atualizado 15 de abril de 2021 | 11h13

BRASÍLIA - Um acordo entre o MDB e o PSD pode dar a presidência da CPI da Covid para o senador Omar Aziz (PSD-AM) e a relatoria da comissão a Renan Calheiros (MDB-AL), líder da Maioria e ex-presidente do Senado. Além do MDB, o PSD é o único partido com dois titulares no colegiado. A ideia é que haja um entendimento para que Aziz seja escolhido presidente da CPI e Randolfe Rodrigues (Rede-AP), autor do requerimento de instalação da comissão, fique com a vice-presidência.

O senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), até então o mais cotado para presidir a CPI, avisou a aliados que não entrará em disputa e só vai apresentar o nome caso haja consenso. A relatoria de uma CPI, por sua vez, é responsável por consolidar em um parecer a conclusão dos trabalhos da comissão. O titular desse cargo é definido pelo presidente da CPI, que tem a tarefa de coordenar as reuniões. 

“Eu topo qualquer serviço: presidente, vice-presidente, relator, membro, o que tiver de serviço para mim. O fundamental é a CPI funcionar e dar certo", disse o senador Randolfe, líder da oposição. Dirigentes do MDB confirmaram ao Estadão que se comprometeram a fazer articulações para que Randolfe fique na vice-presidência da CPI ou, dependendo do acordo, até mesmo no comando do colegiado.

Há dúvidas, no entanto, sobre como vão ser definidas as prioridades para os partidos. Se cada legenda for analisada individualmente, o PSD terá a preferência para indicar o presidente da CPI. Caso seja considerado o tamanho do bloco, porém, haverá um empate entre três grupos e Aziz – ou mesmo Otto Alencar (PSD-BA) – terá a preferência dividida com senadores de outros blocos: Eduardo Girão (Podemos-CE) e Marcos Rogério (DEM-RO), ambos aliados do governo.

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), vai definir na reunião de líderes dos partidos, nesta quinta-feira, 15, se serão considerados os tamanhos dos partidos ou dos blocos. Embora Pacheco tenha determinado a abertura da CPI e dado aos líderes um prazo de dez dias para a indicação dos integrantes da comissão, o início dos trabalhos dependerá do procedimento a ser adotado pelos parlamentares.

O Palácio do Planalto tenta adiar o funcionamento da CPI, sob o  argumento de que é impraticável fazer sessões por videoconferência. A volta de sessões presenciais, no entanto, não tem data para ocorrer por causa do agravamento da pandemia.

Na CPI, os senadores mais alinhados ao governo são Ciro Nogueira (Progressistas-PI), Marcos Rogério (DEM-RO), Eduardo Girão (Podemos-CE) e Jorginho Mello (PL-SC). Até agora, são apenas 4 em um colegiado de 11.

Dentro da comissão, os senadores mais alinhados ao governo são Ciro Nogueira (Progressistas-PI), Marcos Rogério (DEM-RR), Eduardo Girão (Podemos-CE) e Jorginho Mello (PL-SC), número insuficiente para fazer maioria em um colegiado de 11. 

Conhecido como G-7, o grupo de sete senadores – Renan Calheiros (MDB-AL), Eduardo Braga (MDB-AM), Omar Aziz (PSD-AM), Otto Alencar (PSD-BA), Tasso Jereissati (PSDB-CE), Randolfe Rodrigues (Rede-AP) e Humberto Costa (PT-PE) – deve agir com uma posição unificada na eleição para os postos-chave da CPI.

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