Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

MDB e Centrão dominam indicações para o comando de Cidades e Integração Nacional

PP, PTB, PSD e PRB somam mais de 15 anos à frente das duas pastas que têm aval de Bolsonaro para serem recriadas; só o MDB, oito

Matheus Lara, O Estado de S.Paulo

10 de maio de 2019 | 13h27

Com aval do presidente Jair Bolsonaro para serem recriados, os ministérios das Cidades e da Integração Nacional foram dominados por partidos do chamado Centrão e pelo MDB desde que foram criados - em 2003 e 1999, respectivamente. 

Sete emedebistas (antes, peemedebistas) foram indicados para comandar o ministério da Integração Nacional desde o segundo mandato de Fernando Henrique Cardoso. Foram mais de 8 anos e meio à frente da pasta no período. Só no governo Dilma o MDB não esteve à frente da pasta.

Entre os ministros estão nomes como o de Geddel Vieira Lima, ministro por três anos no governo Lula, de 2007 a 2010. Os últimos dois ministros da Integração Nacional foram do MDB, ambos no governo Temer: Helder Barbalho, por quase dois anos de 2016 a 2018, e Pádua Andrade, nos últimos oito meses de governo.

PP, PTB, PSD e PRB somam mais de 15 anos à frente das duas pastas. Dos nove ministros desses partidos, seis eram progressistas (cinco foram postos na pasta de Cidades e um na Integração). Eles ficaram quase 11 anos no comando. Os outros partidos tiveram um ministro cada. PTB e PRB na Integração Nacional e PSD em Cidades. 

Só oito ministros das Cidades ou da Integração Nacional não eram do MDB ou do Centrão. O que mais durou tempo na pasta foi Ciro Gomes, que comandou a Integração no início do governo Lula por 38 meses. Quando entrou, era filiado ao antigo PPS (agora Cidadania); saiu quando estava no PSB. Hoje é do PDT. 

Dois petistas comandaram a pasta de Cidades: Olívio Dutra foi o primeiro a comandar o ministério e ficou lá de 2003 a 2005. Inês da Silva Magalhães foi colocada nos últimos dias de governo Dilma antes do impeachment, em 2016, e comandou a pasta por apenas 27 dias.  Além de Ciro e dos petistas, foram dois ministros sem partido, dois do PSB na Integração; e um do PSDB em Cidades.

Partidos do Centrão: 181 meses e 28 dias

PP: 6 ministros  (5 em Cidades 1 na Integração) - 130 meses e 2 dias 

PTB: 1 ministro (Integração) - 30 meses e 20 dias 

PSD: 1 ministro (Cidades) - 14 meses e 15 dias

PRB: 1 ministro (Integração) - 6 meses e 20 dias

MDB

7 ministros (Integração) - 102 meses 

Outras siglas:

PSDB: 1 ministro (Cidades) - 18 meses e 1 dia

PSB: 2 ministros (Integração) - 44 meses e 15 dias

PPS (hoje Cidadenia): 1 ministro (Integração) - 38 meses

PT: 2 ministros  (Cidades) - 31 meses e 17 dias

S/P: 2 ministros (Integração) - 14 meses e 28 dias

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